"O egoísmo politico destroi grandes idéias." Henrique da Silva
Marketing e uma troca de recursos com valor transacional para satisfazer necessidades.Do ponto de vista economico,esta satisfacao produz um equilibrio transitorio entre a oferta e a demanda.O foco ou centro da atencao desta relacao e o ser humano,e o que decide a acao e o CEREBRO.
“O pensamento gera hábitos, que promovem atitudes, que provocam ações, que determinam acontecimento."
Enquanto não estivermos comprometidos, haverá a hesitação, a possibilidade de recuar e a ineficácia.
Ousadia é talento, poder e magia. Comece agora.
GOETHE
"Tornar o simples complicado é facil; Tornar o complicado simples,isto é criatividade."
Não há vitimas.
Tudo é bem ordenado;tudo acontece como deveria acontecer.
Acontecimentos aleatórios são guiados por uma sabedoria superior.
O caos é uma ilusão;há ordem total em todos os acontecimentos.
Nada acontecesem razão.
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Em breve divulgação de Palestras.
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TEMAS: *Como ser um Lider; *Criatividade e Inovação;
*Motivação;coach *Qualidade no atendimento;
*Marketing;
*Endomarketing;
*Formando Equipes;
*Empreendedorismo;
*Técnicas de venda;
*Outros.
Coaching é, de maneira sintética, uma metodologia para desenvolver habilidades, performance e potencial através do relacionamento, onde um profissional mais experiente coloca suas experiências à favor de um profissional menos experiente.
Nesta relação um-a-um, o profissional mais experiente (coache) oferece direcionamento, suporte, aconselhamento e ajuda em atividades que, juntamente com o “aprendiz”, definem como sendo significativas para o melhor desenvolvimento e aplicação de suas competências.
Coaching pode ser parte do processo de mentoring, mas são metodologias diferentes. O coaching está mais relacionado a curto e médio prazos e lida mais diretamente com tarefas específicas, habilidades e técnicas que podem ser aprimoradas e medidas. Mentoring está mais ligado ao longo prazo e visa uma promoção mais profunda do potencial ainda latente, relacionado com metas de evolução mais amplas.
Dez dicas importantes sobre Coaching:
1. Desenhe detalhadamente o processo que você, como coache, deve conduzir ao aprimoramento. O detalhamento deve ir ao nível daquilo que você (coach) considera óbvio, porque para o seu “aprendiz” pode não ser tão óbvio assim.
2. Considere todas as questões externas relativas ao processo, inclusive particularidades psicológicas e de saúde e segurança.
3. O coache e o “aprendiz” tem um papel compartilhado no resultado do coaching, por isso, certifique-se da pertinência entre profissional e tarefa, dialogue e defina conjuntamente com o “aprendiz” o que deve e como deve ser feito.
4. Seja gentil e compreensivo com os erros cometidos pelo “aprendiz”. Compreender porque algo não deu certo, ou não funcionou, é parte fundamental no desenvolvimento de qualquer competência.
5. Lembre-se que coaching não é apenas treinamento! As habilidades de um coache não se restringem a dar instruções, mas dependem de empatia, comunicação efetiva, capacidade de questionar, ouvir e fornecer feedback construtivo (lembre-se: nem todo feedback é construtivo, depende da forma como é fornecido).
6. Não cometa o erro, por ansiedade e falta de paciência, de atravessar o processo de construção de aprendizagem do “aprendiz” ou ironizar sobre suas dificuldades.
7. Não assuma que o que é básico já deve estar compreendido e dominado pelo “aprendiz”.
8. Lembre-se dos profissionais que atuaram como coache em sua carreira no passado e do quanto isso foi significativo para você. Inspire-se nos acertos e corrija os erros que cometeram com você!
9. Planeje a abordagem identificando o estilo de aprendizagem mais eficaz para o seu “aprendiz”, dialogando com ele sobre as oportunidades e desafios a serem focados.
10. Conduza o coaching com relação de continuidade e incrementos positivos de realização (é necessário medir o avanço), com feedbacks construtivos em cada uma das fases do processo, lembrando sempre de comemorar os resultados e conquistas!
by Carlos Hilsdorf
Dando continuidade ao assunto da última edição,onde foi abordado a aplicação da tecnologia para o bem comum, hoje convivemos e dependemos totalmente do mundo tecnológico. Se pararmos para observar que a nossa atitude ou “modus vivendi” tem se modificado gradualmente, sem darmos conta de que as coisas simples e manuais do passado estão ficando no esquecimento.Vocês se lembram da última vez que lamberam um sêlo e postaram uma carta manuscrita? Isto é apenas um exemplo! Hoje os e-mails substituíram basicamente os meios de comunicação escritos, sem contar os telefones convencionais, celulares etc. A modernidade tem trazido benefícios ,mas a ironia cria cada vez mais o distanciamento. Você já reparou que é mais fácil participar de um bate papo no chat,em qualquer parte do mundo, do que falar pessoalmente com seu vizinho?.Ou aquele amigo que não tem e-mail,você se lembra dele? O seu computador de última geração já está ultrapassado? Já há estudos sérios nos EUA a respeito do absolutismo dos equipamentos, e as empresas estão questionando: se os mesmos estão atendendo as aplicações, porque mudar? Os prejuízos que advém dessas atualizações são da ordem de 2 bilhões de dólares. E o seu trabalho? A insegurança, a competividade não o torna quase uma máquina de produção? A tecnologia não o empurra cada vez mais ao saber?, sem contar que as horas dedicadas ao trabalho tem aumentado para a maioria das pessoas, refletindo diretamente no convívio familiar. Mesmo que sejamos disciplinados e atenciosos com nossos filhos, o tempo dedicado a eles não é suficiente. Será que estamos formando uma geração, onde o romantismo do relacionamento está dando lugar, a objetividade e ao pragmatismo, porque não dizer plastificar a relação? Será que as crianças estão brincando como há duas décadas? Os videogames e os computadores não estão prematuramente levando as crianças a um nível de stress incontrolável? Estes questionamentos têm o propósito de nos levar a uma reflexão; a tecnologia tem a proposta de produzir uma revolução, definir objetivos e caminhos que possam contribuir para a construção de um mundo melhor.
Publicado no jornal Condominio em foco em 17 nov 1999 por HENRIQUE DA SILVA
A invenção do display flexível permite conceber uma nova apresentação para os notebooks do futuro, fugindo das abordagens tradicionais “livrão” (laptop comum) ou prancheta (computador tablet), ousando descambar para um formato “enrolável” ou cilíndrico. Com isso em mente, a empresa alemã de design “Orkin” concebeu o Rolltop, ainda um protótipo, contemplando as tecnologias OLED e de telas multitoque. Pesando tanto quanto um pequeno notebook e com tela de 13 polegadas, o aparelho se transforma em um tablet gráfico, com tela ativa de 17 polegadas acionada com uma caneta-estilete, podendo funcionar também como monitor principal de vídeo, nesse caso, torcendo para que não bata um pé de vento forte, nem que uma criança, um gato ou um macaco esbarrem no equipamento . Todos os periféricos, desde conectores até fonte de alimentação e alça para carregar no ombro o aparato, ficam integrados no cilindro central destacável, em que se enrola o dispositivo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Valor - 2/10/09
Indústria de PCs projeta o melhor trimestre da história
Expectativa é de que vendas de Natal garantam recuperação em ano que começou fraco
Talita Moreira, André Borges, Gustavo Brigatto, Cibelle Bouças e Murillo Camarotto, de São Paulo e do Recife
No início do ano, a combinação de dólar valorizado e crédito escasso desenhou um cenário assustador para a indústria de computadores. Mas, se as expectativas dos fabricantes e das redes varejistas se confirmarem, o último trimestre de 2009 vai apagar a lembrança dos estragos que eventualmente a crise econômica possa ter feito na venda de PCs.
As principais empresas do setor relatam que as vendas já estão num patamar superior ao de 2008, desempenho que deve garantir o melhor quarto trimestre da história do setor.
Projeção da consultoria especializada IT Data indica que serão vendidos 3,34 milhões de PCs entre outubro e dezembro. O número representa crescimento de 26% na comparação com o mesmo período de 2008, quando a crise estourou, elevando preços e reduzindo os prazos de financiamento.
Os sinais de recuperação começaram a aparecer já no segundo trimestre e ficaram mais evidentes nos últimos meses. Levando-se em conta as perspectivas otimistas para o Natal, o resultado deve ser uma queda de 3% nas vendas em 2009, afirma Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da IT Data. A estimativa é bem melhor que a retração de 6% projetada inicialmente pela consultoria.
Nos cálculos da Abinee, a associação da indústria eletroeletrônica, a previsão é de que o setor vá atingir o mesmo volume de vendas do ano passado, de 12 milhões de unidades.
A Positivo Informática, maior fabricante de computadores do país, aposta numa virada de mercado neste fim de ano. Para acompanhar o aumento da demanda, a empresa acelerou o ritmo de suas fábricas. "Ampliamos a capacidade de produção de 240 mil para 330 mil computadores por mês", comenta César Aymoré, diretor de marketing.
Mesmo com os efeitos da crise, a Positivo vendeu 765 mil PCs na primeira metade do ano, superando as 756 mil unidades vendidas nos primeiros seis meses de 2008, período em que o mercado de computadores não via sombra de queda nas vendas. Durante todo o ano de 2008, a companhia vendeu 1,6 milhão de máquinas.
Projetos de inclusão digital nas três esferas de governo foram decisivos para sustentar o desempenho da Positivo até junho. Encomendas do setor público e do segmento empresarial impediram que o mercado de computadores tivesse uma retração ainda maior nos primeiros meses do ano. Agora, com os consumidores voltando às lojas, a indústria de PCs ganha fôlego para acelerar seu crescimento.
"Os pedidos empresariais, seja da iniciativa privada ou do governo, estão muito bons neste ano. E no quarto trimestre existe uma expansão natural das vendas para o varejo. A perspectiva é de crescimento", afirma o vice-presidente comercial da Itautec, Claudio Vita. Sem revelar números, o executivo diz que a empresa fechou o terceiro trimestre com volume de vendas muito próximo ao obtido no mesmo período do ano passado. A expectativa é de encerrar o ano com resultado igual ou superior ao de 2008.
A Itautec, que tem produção focada no mercado empresarial, encerrou o terceiro trimestre do ano com uma carteira de pedidos para entrega até o primeiro trimestre de 2010, volume que Vita considera fora do normal.
Com o objetivo de aproveitar o esperado crescimento das vendas no segmento varejista, a Itautec elevou a produção de notebooks. Os computadores portáteis e ultraportáteis têm sido o principal motor das vendas do setor, enquanto os desktops - micros de mesa tradicionais - têm perdido participação no mercado.
Segundo informações da empresa de pesquisas IDC, as vendas de notebooks e netbooks aumentaram 26,6% nos primeiros seis meses de 2009, enquanto o volume de desktops comercializados recuou 30,4%.
Por enquanto, os computadores de mesa representam 60% do mercado brasileiro. Com a procura crescente pelos portáteis, a expectativa é de que a participação dos desktops diminua para 50% nos primeiros meses de 2010, afirma o gerente de compras de informática do grupo Pão de Açúcar, Avelino Nogueira. Segundo Aymoré, da Positivo, os laptops podem atingir a metade das vendas da empresa já no quarto trimestre.
A expectativa de fabricantes e varejistas é de que os notebooks e netbooks sejam vedetes das vendas de fim de ano, ajudando a recuperar o vigor da indústria.
A coreana LG espera comemorar neste ano o Natal que não teve em 2008. A empresa entrou no mercado de PCs em agosto do ano passado com a produção de portáteis, mas foi pega pela turbulência econômica logo em seguida. "Vai ser nosso primeiro Natal com produção plena" diz Fernando Fraga, gerente de produtos da linha de notebooks e netbooks. "O dólar caiu, o crédito aumentou e as pessoas estão voltando a consumir."
De olho nas vendas de fim de ano, a Hewlett-Packard (HP) vai inaugurar oito lojas com a bandeira "HP Store" no país no último trimestre. Pelo modelo, a companhia fecha acordo com um varejista, que passa a vender exclusivamente produtos da empresa. Pelo menos outras oito unidades já estão funcionando.
"Para nós, o ano de 2009 tem sido excelente", afirma o gerente sênior de marketing da Dell, Fábio Lemos. "No Brasil e na América Latina, a companhia não sentiu os efeitos da crise."
Sem revelar números, ele afirma que a Dell tem apresentado crescimento constante em suas vendas desde o início do ano. A expectativa é de que esse desempenho se repetirá no quarto trimestre. A companhia americana tem procurado ampliar sua presença nas grandes redes varejistas, movimento que pode lhe ajudar a aproveitar a retomada das vendas para o consumidor comum.
A Elcoma, fabricante de PCs em Pernambuco, deve dobrar a produção nos três últimos meses de 2009 para suprir as encomendas, que voltaram ao patamar pré-crise. O ritmo deve aumentar 30% em relação ao terceiro trimestre, afirma o presidente da companhia, Júlio Gil Freire. Apesar disso, o executivo diz que o cenário é de "otimismo calibrado".
Para reforçar a produção, a fabricante pretende contratar funcionários temporários, porém a prioridade será o aumento do número de turnos de trabalho. Apesar do cenário melhor, Freire revela certa cautela em relação a contratações efetivas, principalmente após as dificuldades enfrentadas no fim do ano passado e na primeira metade deste ano.
Volumes maiores de vendas, contudo, não significam melhores margens de lucro, observa Ronaldo Miranda, diretor da área de tecnologia da informação (TI) da Samsung. A empresa, que fornece discos rígidos, monitores e drives de DVD aos fabricantes de computadores, está readequando preços após a queda verificada no valor dos produtos no auge da crise. "O momento é de recomposição do preço, mas a margem ainda está sacrificada", diz.
Miranda comemora a melhora no horizonte. "É uma recuperação fantástica", diz. Ele alerta, no entanto, que pode haver falta de componentes no quarto trimestre, tendo em vista que os fabricantes não se prepararam para um cenário mais otimista. Com a ampliação dos turnos de produção, Miranda afirma que a Samsung poderá atender 90% da demanda de seus clientes. Segundo ele, no entanto, a empresa não terá condições de atender a pedidos extras que eventualmente não puderem ser supridos pela concorrência.
Como se sabe, o leitor eletrônico Kindle, da Amazon, começará a ser distribuído no Brasil semana que vem, assim como em outros cem países. É um grande passo para a Humanidade, pois detona de vez a batalha pelos milhões de consumidores de livros, revistas, jornais etc etc. Sinal de que, como diriam os estrategistas do setor, finalmente o mercado está maduro para esse produto. O termômetro, claro, é o consumo. A Amazon vende 48 livros digitais para cada cem livros "reais". Já foi bem menos, e a tendência é que essa distância fique cada vez menor. A Amazon tem colaborado com isso, puxando para baixo o preço dos seus aparelhos, derrubando também os preços dos concorrentes. Mais uma vez, tende a levar vantagem o fornecedor que atacar em massa - seja fornecendo o hardware, seja fornecendo o software. Por sinal, os livros estão deixando de ser aquele híbrido de hardware & software, e vão se tornando puro software. O que interessa é o conteúdo, por mais que tenhamos uma relação fetichista com o objeto-livro. (Mas continua a velha máxima: hardware é aquilo que você chuta; software é aquilo que você xinga). Não por acaso, os concorrentes da Amazon, nesse nicho, começaram a mostrar suas armas. A tradicional rede americana de livrarias Barnes & Noble, por exemplo, resolveu se mexer. Vai lançar ainda este mês, nos EUA, a sua versão de leitor eletrônico. O novo aparelho deverá ter uma interessante inovação: os clientes poderão trocar, entre si, cópias digitais dos livros que comprarem. É uma estratégia interessante. Segundo o blog Bits, o aparelho também contará com acesso wi-fi - uma vantagem sobre o Kindle, que só aceita 3G. Ainda não há maiores detalhes sobre o aparelho da B&N, mas quem viver verá. O consumidor e a indústria só têm a ganhar quando existe concorrência. E vem mais por aí. Taxas de importação prejudicam entrada do produto no país A velocidade da tecnologia frequentemente esbarra na lerdeza das leis. No caso do Kindle, temos uma questão curiosa. O leitor eletrônico custa US$ 279. Mas vamos pagar outros US$ 285 pela importação legal do aparelho. É um baita incentivo à importação ilegal, digamos assim. É uma história que se repete. Ora, se o futuro está na tecnologia digital, dificultar o acesso a aparelhos eletrônicos é algo, no mínimo, anacrônico. E ainda bem que a venda é direta. Se tivéssemos que envolver importadores ou distribuidores no negócio, o Kindle sairia por uns R$ 1.600, no mínimo. Esse tipo de desvio, tão ao gosto do mercado brasileiro, acontece muito com as câmeras digitais. Por conta de impostos, o preço final de alguns modelos contém até 60% em impostos brasileiros, segundo me disseram alguns fabricantes durante a feira PhotoImage, em São Paulo, mês passado. Assim fica difícil ser feliz.
A Microsoft anunciou que um novo programa antivírus estará disponível para download gratuito a partir desta terça-feira. O Microsoft Security Essentials funciona em versão beta desde junho para alguns usuários selecionados no Brasil, China, EUA e Israel. O software se atualiza diariamente para se manter em dia em relação às ameaças virtuais que podem roubar senhas armazenadas nos PCs ou transformá-los em servidores involuntários de spam. A Microsoft garante que o programa não tornará as máquinas mais lentas. Segundo a gigante do software, o Security Essentials não pretende roubar mercado de empresas como McAfee e Symantec, especializados em software antivírus com funções mais sofisticadas. A Microsoft espera que o programa gratuito tenha apelo entre pessoas que não usam nenhum software antivírus. "Os consumidores nos disseram que querem a proteção de software com segurança em tempo real, mas ficam confusos com 'trials' e renovações de licença e se preocupam com perda de performance. Por isso, muitos internautas estão desprotegidos", disse Amy Barzdukas, diretor-geral de segurança da Microsoft, em um comunicado. O Security Essentials vem sendo desenvolvido há cerca de um ano e era conhecido anteriomente como Morro. O programa estará disponível para Windows XP, Vista e Windows 7 no site da Microsoft . A empresa não informou no entanto o horário em que os internautas poderão iniciar o download.
Mercado de produtos e serviços ligados ao segmento deve atingir US$ 150 bilhões em 2013 - Steve Hamm, BusinessWeek, de Nova York.
Em 1990, na palestra de abertura da Condex, a maior feira de computação e tecnologia do mundo, que ocorre todo ano em Las Vegas, nos Estados Unidos, o então executivo-chefe da Microsoft, Bill Gates, reforçou suas credenciais de visionário tecnológico ao declarar que a indústria dos computadores pessoais (PCs) iria produzir em poucos anos avanços que colocariam a informação nas pontas dos dedos das pessoas. Para chegar lá, disse Gates, o mundo precisava de três coisas: um computador pessoal mais "pessoal", redes de comunicações mais potentes e fácil acesso a uma ampla gama de informações. Às vezes, os visionários acertam nas previsões, mas erram no timing. Somente agora a grande visão de Gates finalmente está se tornando uma realidade para as empresas. Partes do que ele tinha em mente já estão disponíveis há anos, mas geralmente elas eram caras e difíceis de serem implementadas e usadas. Agora, o PC mais pessoal está aqui, na forma dos smartphones e dos minilaptops, e as redes de telefonia sem fio de banda larga tornam possível para as pessoas estarem conectadas quase o tempo todo e com qualquer lugar. Ao mesmo tempo, estamos vendo a ascensão da "cloud computing", a enorme variedade de máquinas interconectadas que gerenciam dados e softwares que antes eram rodados nos PCs. Essa combinação das tecnologias móvel e de cloud computing está evoluindo para um dos avanços mais significativos do universo da computação em décadas. "A grande visão: estamos finalmente chegando lá", diz Donagh Herlihy, diretor de tecnologia da Avon Products. "Hoje, não importa onde você está, você pode se conectar a todas as informações de que precisa." A Avon está embarcando em uma enorme e prolongada reorganização da maneira como administra seus quase seis milhões de representantes de vendas espalhados pelo mundo. No passado, os "líderes de vendas", que ajudam a gerenciar as vendedoras, mas não são funcionários da companhia, examinavam o trabalho das vendedoras principalmente em reuniões presenciais e conversas telefônicas. Mas, este mês, a Avon começa a equipar 150 mil líderes de vendas com um sistema de cloud computing acessível via smartphones e PCs. A tecnologia vai mantê-los mais atualizados sobre o desempenho de cada vendedora e alertá-los quando as vendedoras não conseguiram nenhuma encomenda recente ou quando estão com pagamentos vencidos junto à companhia. A ideia é aumentar as vendas e a eficiência do sistema de distribuição da Avon. A estratégia da Avon mostra como o relacionamento entre indivíduos e seus computadores está passando por uma mudança radical. Até agora, as pessoas vinham usando uma variedade de equipamentos de informática em suas vidas profissionais, incluindo computadores de mesa, laptops, aparelhos portáteis e smartphones. Cada equipamento era essencialmente uma ilha de possibilidades - aplicativos, comunicações e conteúdo. A cloud computing significa que a informação não está presa a máquinas individuais; ela está combinada em uma "nuvem" digital disponível ao toque de um dedo a partir de muitos equipamentos diferentes. "Estamos virando um mundo mais centrado nas pessoas e na informação", diz Paul Maritz, executivo-chefe da fabricante de softwares VMware. Para a indústria tecnológica mundial, que movimenta US$ 3,4 trilhões por ano, essa mudança oferece uma saída à monotonia econômica. Na verdade, ela poderá ser a maior oportunidade de crescimento desde o boom da internet. A consultoria Gartner prevê que o mercado de tecnologia mundial vai encolher 3,8% este ano, mas há quem tenha grandes expectativas em relação aos equipamentos portáteis, redes sem fio e cloud computing nos próximos anos. A Gartner prevê que o mercado de produtos e serviços ligados à cloud computing passará de US$ 46,4 bilhões no ano passado para US$ 150,1 bilhões em 2013. Muitas empresas estão lutando para entender o que essa mudança vai significar para elas. Elas estão tentando encontrar seu caminho, descobrir a melhor maneira de tirar vantagem dela. "Nessa área, estamos um pouco atrasados, de modo que será um grande passo para nós", afirma o doutor Leo Hartz, diretor-médico da Blue Cross Northeastern Pennsylvania, que recentemente começou a usar um sistema de cloud computing que permite aos seus 300 mil membros encontrar históricos médicos e obter informações a partir de seus telefones móveis. "É novidade, mas eu acho que veremos grandes mudanças." Muitas experiências que estão sendo realizadas oferecem lições para outras empresas. A Serena Software mudou quase que totalmente para a cloud computing, chegando a adotar o Facebook como principal fonte interna de comunicação. A Genentech disponibilizou especialistas em medicina para os vendedores de campo, com dois toques de botão. A Coca-Cola Enterprises está equipando 40 mil funcionários que trabalham em trânsito, incluindo os motoristas de seus caminhões, pessoas encarregadas de propaganda e vendedores, com aparelhos portáteis que proporcionam a eles uma comunicação melhor com o escritório quando estiverem em trânsito. Eles podem alertar seus chefes instantaneamente sobre mudanças na demanda ou problemas que encontram. Tais exemplos sugerem as possibilidades futuras do uso dessas tecnologias na reorganização das vendas, distribuição e outras partes do negócio. Não será fácil para as empresas transformar em realidade as oportunidades prometidas. Ainda há muito trabalho a ser feito para que todas essas tecnologias funcionem sem "costuras" e de maneira confiável. As companhias de tecnologia estão mudando para a cloud computing muitos dos aplicativos de software que elas normalmente gerenciam, mas ainda falta muita coisa a ser mudada. Enquanto isso, as companhias precisam ser cada vez mais tranquilizadas de que seus dados e comunicações estarão seguros e que os novos serviços estarão disponíveis sempre que elas quiserem. Em 14 de maio, uma interrupção no Google deixou muitos clientes incapazes de usar seus aplicativos on-line. E embora a indústria tecnológica esteja tornando mais fácil o agrupamento de informações de "nuvens" de serviços diferentes (perfis pessoais e calendários, por exemplo), muito da fusão real ainda precisa ser feita. Os defeitos resultam em oportunidades para muitas companhias de tecnologia. Fabricantes de chips como a Qualcomm e a Intel estão criando produtos para equipamentos portáteis que juntam mais capacidade em um único pedaço de silício, ao mesmo tempo em que reduzem o consumo de energia, facilitam o acesso à informação na "nuvem" de todas as partes. Fabricantes de telefones móveis como a Nokia e a Research In Motion (RIM) estão se apressando para lançar produtos voltados para os usuários empresariais que tenham todas as facilidades de uso do iPhone, da Apple. Os fabricantes de hardware Hewlett-Packard (HP) e IBM, entre outros, estão acondicionando tecnologias cloud em seus servidores. Gigantes dos softwares como a Microsoft e a SAP estão desenvolvendo serviços cloud. A Salesforce.com está fornecendo conexões móveis ao seu softwares cloud para gigantes como a Avon e a Genentech. E companhias iniciantes estão criando tecnologias que reorganizam nossos mundos digitais. A Xoopit do Vale do Silício, por exemplo, criou um mecanismo de busca especializado capaz de encontrar bits de informação dispersos por sistemas de e-mail, programas de gerenciamento de vendas, blogs e sites de notícias on-line. Um executivo pode usar essa tecnologia para juntar informações sobre reclamações de clientes de uma variedade de fontes. Este é um daqueles momentos decisivos em que as pequenas empresas podem explodir no cenário, enquanto as gigantes "perdem o trem". Um dos fatores que colocam algumas gigantes tecnológicas em desvantagem é que a mudança para uma abordagem mais personalizada à computação está sendo liderada por companhias nascidas e criadas no mundo do consumo. A Apple e o Google entendem muito bem que a simplicidade e a facilidade de uso são essenciais à adoção ampla de produtos e serviços. Essa lição não é assimilada naturalmente pela Microsoft e IBM. Mas elas estão tentando. Para a IBM, a mudança começa com a companhia encorajando seus 400 mil funcionários a usarem ferramentas que ela criou com base nos sites de relacionamento voltados para o consumidor. Depois que ela testa internamente as novas capacidades de cloud computing aos moldes do consumidor, ela então as lança como serviços aos clientes. Em 1º de abril, a IBM anunciou o LotusLive Engage, um serviço cloud para corporações que combina rede de relacionamento e colaboração. A IBM agora está trabalhando para tornar possível aos usuários do Engage entrar no site de relacionamento social profissional LinkedIn diretamente das páginas do Engage, para encontrar pessoas de fora de suas companhias de cujas experiências eles precisam. Um dos aspectos mais promissores da cloud computing é que ela permite a criação dos chamados assistentes pessoais virtuais. Esses programas sabem dos interesses e necessidades das pessoas e fazem coisas úteis para elas na internet, como sugerir um restaurante para uma reunião com clientes ou oferecer lembretes de onde elas já levaram clientes. Com GPS nos smartphones, os sistemas de cloud computing sabem onde estamos. E com softwares de inteligência artificial, os computadores podem aprender o que esperamos que aprendam e como antecipar nossas necessidades. A Siri, uma companhia iniciante do Vale do Silício, lançou no mês passado um serviço que coloca inteligência artificial sofisticada de uma forma fácil de ser usada. As primeiras aplicações foram elaboradas para ajudar as pessoas a coordenar viagens e entretenimento, mas os fundadores antecipam o desenvolvimento de ferramentas poderosas especialmente para o setor corporativo. Um exemplo: um vendedor pede ao seu assistente virtual que o ajude a elaborar uma estratégia de venda para um determinado cliente. O assistente tira informações de uma variedade de fontes, que o vendedor pode usar para criar uma proposta. "O objetivo é simples e prático: ajudar na realização de tarefas que tornem a vida mais rápida, fácil e personalizada", diz Adam Cheyer, vice-presidente de engenharia da Siri. Simples? Sim. Mas foi preciso quase 20 anos e inovações tremendas para chegar aqui. Mas, finalmente, a indústria tecnológica começa a confirmar as visões de Bill Gates.
Os criminosos virtuais estão cada vez mais virando sua atenção para pequenas e médias empresas que não têm os recursos para manter seus sistemas atualizados, de acordo com autoridades federais dos EUA. Os ataques são levados a cabo por grupos organizados baseados em diversos países. Os criminosos roubam números de cartão de crédito e outras informações pessoais, diz Michael Merritt, diretor-adjunto do Serviço Secreto americano. Merritt afirmou, em depoimento à Comissão de Segurança Interna do Senado dos EUA, que conforme as grandes empresas desenvolvem proteções mais sofisticada para suas redes, os criminosos se adaptam e procuram as pequenas empresas, que não têm nível de segurança tão elevado.
Internautas brasileiros passaram cerca de um terço de seu tempo online em páginas do Google em julho, maior índice no mundo, segundo um relatório da comScore divulgado nesta segunda-feira. Os sites da gigante de buscas, que incluem serviço de email, vídeos, redes sociais e mapas, controlaram 29,8% do tempo online dos brasileiros. O estudo tem como foco a presença do Google no Brasil e na Índia. O percentual brasileiro é três vezes maior que a média. O país asiático ficou em segunda posição, registrando índice de 28,9%. A Irlanda aparece em terceiro, com 15,9%. "O Google tornou-se marca dominante da Internet nesses mercados e seu sucesso parece ir das buscas a outras áreas da Web como redes sociais", afirma a comScore em comunicado divulgado à imprensa. Segundo o levantamento, os sites do Google capturaram 89,5% das buscas feitas no Brasil. O Orkut teve participação de 96% no tempo que os internautas do país passaram em redes sociais e o YouTube ficou com fatia de 91,6%. O serviço de mapas da empresa registrou índice de 70,9%. Para a comScore, o site de compartilhamento de fotos Picasa, do Google, fica na segunda posição no Brasil, em termos de visitantes únicos, e com apenas 8,9% do tempo consumido pelos internautas nessa categoria de medição. Já o serviço de email da empresa ficou em segundo em julho e com 9,7% de participação no tempo gasto em páginas de correio eletrônico.
"Será que você é criativo?Atitude é o que, na pessoa, revela os sentimentos, a disposição interior que a dominam. Assim, para aqueles interessados em inovação, é preciso desenvolver a atitude criativa, uma disposição das faculdades mentais para encontrar soluções para desde as pequenas dificuldades até aos grandes problemas.A pessoa precisa convencer-se de que tem enorme potencial criativo e que ele pode ser desenvolvido e revelado por meio de exercícios especiais.A atitude criativa precisa fazer parte das pessoas em todos os momentos, quer em sua vida de relação com outras pessoas, quer em sua vida pessoal, quer em sua vida profissional.A vida apresenta-nos muitas dificuldades a cada dia, o que muitas pessoas logo chamam de “problemas”, todavia, esta última palavra deve ser reservada para situações que apresentam dúvida, perplexidade ou grande dificuldade, ou ainda uma questão oferecida para deliberação, discussão ou solução.Para quem desejar desenvolver a atitude criativa, é preciso tornar a dificuldade ou o problema em sinal que desencadeie o processo de encontrar imediatamente uma solução. Eis aí a formação de um dos hábitos mais salutares para o ser humano".Professor Luiz Machado, Ph.D.Cientista Fundador da Cidade do CérebroMentor da Emotologia.
Um sistema operacional que funciona do jeito que o usuário quer. Essa é a promessa do Windows 7, plataforma que a Microsoft coloca no mercado brasileiro no dia 22 de outubro. O desafio será grande. Afinal, o antecessor, o Windows Vista, decepcionou muitos, graças a um conjunto de erros que incluem incompatibilidade com periféricos e programas e lentidão no processamento de tarefas básicas. Batalha de mercado - Com o Windows 7, a Microsoft pretende manter a liderança no segmento. No Brasil, 83% dos usuários domésticos usavam alguma versão do sistema, de acordo com levantamento do Comitê Gestor da Internet realizado em 2008. Entre as empresas, a plataforma também lidera: o índice de adesão chega a 97% no país, segundo a 20ª Pesquisa Anual do Uso de TI da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), divulgada em maio. "Não considero o Vista um fracasso", pondera Ricardo Wagner, gerente de produto Windows. "Erramos apenas na questão de compatibilidade: poucos computadores comportavam o serviço na época (de seu lançamento, janeiro de 2007)", reconhece. Configurações - O argumento da Microsoft para explicar o insucesso do Vista não está de todo errado. Para rodar de forma satisfatória, o sistema exigia um processador que trabalhasse à velocidade 1 GHz e mais 1 GB de memória RAM. Não era uma configuração muito popular no início de 2007 - e nem era barata. O Windows 7 pode vencer esse obstáculo porque exige exatamente os mesmos recursos da máquina do usuário. Mas agora os computadores, na média, já estão mais robustos. Segundo estudo da Microsoft, 86% das máquinas do mercado suportam o Windows 7. Novidades - O novo sistema operacional da Microsoft terá, pela primeira vez, um suporte à tecnologia touchscreen - a mesma utilizada pelo iPhone. Isso possibilita o controle dos computadores a partir do toque na tela, sendo necessário para isso um equipamento compatível. O Windows 7 traz também novos recursos de customização, com o objetivo de simplificar tarefas cotidianas de usuários domésticos. Há mais recursos para alternar janelas na área de trabalho, fixando documentos, pastas e programas na barra de tarefas. Uma das promessas mais enaltecidas pelo fabricante é a compatibilidade com programas antigos e periféricos, uma das maiores críticas de usuários do Vista. "O Windows 7 tem 98% de compatibilidade com aplicativos que o usuário costumava usar em outras versões", garante Wagner. "Caso não consiga instalar corretamente o que deseja, o Windows Update trará automaticamente ao consumidor a possibilidade de instalar drivers."
A Microsoft revelou uma nova tecnologia que permitirá que telefones celulares comuns, que não são smartphones, possam usar aplicativos como o Facebook e Twitter. Criado para os mercados emergentes, o software OneApp poderá ser baixado no celular como se fosse um novo toque. Ao invés de uma loja de aplicativos, semelhante àquelas oferecidas por muitos fabricantes de smartphones e operadoras de telefonia celular, o OneApp vai oferecer uma série de aplicativos padrão, decididos pela operadora. A armazenagem dos aplicativos será mantida pelas operadoras ao invés dos usuários. Até hoje, a falta de memória e de poder de processamento dos celulares comuns tem limitado a utilidade destes aparelhos para o uso de aplicativos. "O que (esta tecnologia) vai permitir é que você tenha acesso aos aplicativos e serviços que você quiser a partir do aparelho que você já tem", afirmou Tim McDonough, diretor de gerenciamento de produtos para celulares da Microsoft. "Se você não tem um computador, ou se divide um computador, seu celular poderá ser seu primeiro e único dispositivo de computação." Em algumas semanas a operadora da África do Sul Blue Label Telecom se transformará na primeira operadora a usar o OneApp, oferecendo aplicativos para o site de relacionamentos Facebook, Twitter e o Windows Live Messenger. Os produtores de aplicativos poderão adaptar os aplicativos que já oferecem em outras regiões. Isto fará com que seja mais fácil adaptar o software para o OneApp do que ajustar o OneApp para os vários aparelhos de celular.
A última e uma das principais regulamentações para a implantação da internet pela tomada - serviço chamado de Power Line Communications (PLC) - foi aprovada nesta terça-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ela prevê que as distribuidoras de energia terão que criar subsidiárias para poder explorar a transmissão de dados pelos fios da rede elétrica e deverão compartilhar os ganhos com os consumidores de eletricidade. Isso significa que a receita obtida com o aluguel da rede da distribuidora será considerada ganho de eficiência e, desta forma, repassada às contas de luz, na proporção de 90%. Somente 10% vão para os acionistas, o que causou reação negativa das empresas. O PLC consiste em transmitir Internet em alta velocidade (dados e voz em banda larga) pela rede de energia elétrica. Como utiliza uma infraestrutura já disponível, não necessita de obras e investimentos em uma edificação para ser implantada. A tecnologia poderá chegar às grandes cidades daqui 12 a 18 meses, segundo especialistas. E, diante da imensa rede elétrica do país, deverá agilizar e ajudar o esforço da inclusão digital feito pelo governo. O procedimento para os interessados em explorar o serviço de PLC agora será simples, ele deverá procurar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pedir a autorização. Isto poderá ser feito a partir da publicação das novas regras da Aneel. Combate aos 'gatos'. A Aneel alega que a internet pela rede elétrica também poderá ser usada pelas distribuidoras para implantar os medidores eletrônicos de consumo. Eles estão sendo estudados pela Aneel e serão uma importante arma para as empresas combaterem os chamados "gatos" - roubo de energia é a maior fonte de perdas às companhias. A expectativa é que os medidores deverão se tornar obrigatórios. A decisão é a de que o repasse terá que ser feito nas revisões tarifárias das distribuidoras, que acontecem de forma diferenciada, dependendo dos contratos de concessão. No caso da Light e da Ampla, as distribuidoras que operam no Estado do Rio, os ganhos serão contabilizados a cada cinco anos.
É lamentável e profundamente triste quando somos mal atendidos (é incrível, mas isto ainda acontece no século XXI), e mau atendimento não se resume somente na falta de cortesia, atenção e descaso por parte do atendente, extende-se pela falta de conhecimento do produto ou serviço oferecido, passa pela vestimenta, postura e pelo vocabulário usado pelo atendente (entenda como atendente ou vendedor – titulo que muitos têm vergonha de ser assim denominados e aí inventam nomes pomposos e que não refletem o glamour exigido pelo título – todos que atendem), recepcionistas, secretárias, vigias etc... Indo até a despreocupação plena e total com a qualidade que nós (clientes) não exigimos, mas sim merecemos, pois somos nós os responsáveis diretos e indiretos pelo sucesso ou fracasso destes atendentes e até mesmo da empresa que ele colabora – ou melhor, atrapalha – mas ele sozinho não é o total culpado, falta a ele treinamento, pois grande parte das empresas não dá a devida importância e atenção. E olha que não são poucas e nem somente as pequenas são as que relegam o treinamento e a atenção com a “qualidade de atendimento” a planos inferiores (as grandes que monopolizam mercados também, isto até aparecer uma concorrente). Mas isto está mudando, e radicalmente, pois hoje no mundo globalizado, todos possuem produtos com a mesma qualidade, pois as tecnologias de ponta estão disponíveis a quem tiver interesse e dinheiro, porém o dinheiro só se faz se a qualidade e o foco no cliente existir. AS NECESSIDADES É necessário que em primeiro lugar, “que se goste do que faz e façamos o que gostamos”, caso contrário não há treinamento que adiante, mas se cumprirmos a premissa inicial, aí sim o treinamento em conjunto com a prática nos levará a perfeição, fazendo com que o atendimento recebido pelos clientes seja excelente (o melhor), surpreenda as expectativas do consumidor, seja indicado, lembrado e relembrado aos amigos e - inimigos. É necessário que o envolvimento seja total, pois todos os colaboradores de uma organização são responsáveis pela excelência da qualidade no atendimento e, é através dele que se mede a competência de uma corporação. OS EXTREMOS Felizmente neste tumultuado mundo, existe empresas e pessoas que sabem como ninguém atender seja pessoal ou profissionalmente, lembro-me de empresas que conhecem seus clientes como ninguém, a ponto de oferecer o que ele quer, quando ele quer, como ele quer e onde ele quer e tudo isto a um preço justo (compatível com a sua alta qualidade), mas também conheço empresas que possuem conexão através de telefone 0800 e o “minutinho” deles é uma “eternidade” (coitados pagam a conta alta e pensam que fazem sucesso) e ainda não resolvem o problema reclamado. Também existem aquelas que usam a tecnologia de forma automática e pensam que estão abafando, e se esquecem que a máquina ainda não transmite emoção, carinho e atenção, tudo isto com o intuito da economia barata, não podemos esquecer que um cliente satisfeito indica sua empresa ou seu serviço para no máximo seis amigos e que um cliente insatisfeito fala mal (em alto e bom som) de sua empresa ou serviço para onze ou mais amigos, este é o preço que se paga por um mau atendimento e incompetência. Neste mundo de extremos existem colaboradores que “fingem” trabalhar e empresas que “fingem” pagar. EXCELÊNCIA É isto o mínimo que um consumidor espera de seu fornecedor, esperamos que o garçom seja atencioso e atento, saiba tudo sobre o cliente (pelo menos dos habituais) que entra em seu restaurante, o mesmo esperamos do vendedor das lojas de vestuários (experts em usarem frases com negativas ou o famigerado condicional, ou ainda pegajosos e inconvenientes), queremos ser surpreendido quando reclamarmos de algo (que a solução seja rápida e satisfatória para ambos), esperasse que o médico o dentista (os profissionais da e de saúde) nos ligue um ou dois dias depois da consulta ou alta de uma cirurgia para saber como o paciente (o nome faz jus, pois é necessário ter “paciência”) está passando (atitude inexistente ou quase), esperamos que os bancos que sabem utilizar toda a tecnologia disponível pelo CRM (Costumer Relationship Management) para saber o nosso perfil, nos de atendimento rápido e de qualidade (uma espera de no máximo cinco minutos) quando formos as suas agencias. Isto é apenas um pequeno resumo do que se vê em nosso dia-a-dia, como consumidor, cliente e às vezes paciente. Pois no nosso maior desejo é ser surpreendido e para melhor, sempre. FUTURO
A empresa ou colaborador que não estiver preparado para surpreender a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, a cada negociação, a cada atendimento (mesmo ele sendo o melhor dos melhores ou o maior dos maiores) está fadado ao fracasso. O cliente do futuro irá procurar aquele que associe qualidade e conhecimento com o melhor atendimento, e aquele que não for capaz de conciliar seu conhecimento e a sua qualidade, com um excelente atendimento também estará fadado ao fracasso, ou seja, morrerá, juntar-se-á aos medíocres. Quem assistiu ao filme “Uma Linda Mulher” sabe a diferença do que é mal e bom atendimento, lembram-se? Surpreenda quem está comprando, não quem está pagando e muito menos julgue o cliente pela aparência (ele pode comprar a empresa que você trabalha só para ensinar-lhe a atender bem, a surpreender o cliente ou quem sabe se você não estiver disposto à aprender e apreender, lhe demitir).
Formado em Engenharia Elétrica/ Eletrônica, é Empresário do ramo da Tecnologia, possui MBA em Gestão Empresarial e MBA em Marketing, ambos pela FGV/RJ, Foi professor da Escola de Oficiais da Marinha Mercante(CIAGA) e Coordenador do curso de Tecnologia em Transmissão e Distribuição de Energia da UVA. Atualmente Professor Tutor da FGV ONLINE.
Palestrante de diversos temas e Member of New York Academy of Sciences.