sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lentidão ou desconcentração no trabalho? Problema pode estar na alimentação

Indivíduos que não têm o hábito de tomar o café da manhã, por exemplo, são regularmente lentos e indispostos, diz especialista


Lentidão, indisposição, sonolência ou pouca concentração no trabalho para muita gente é reflexo de desmotivação. Porém, segundo a diretora do Sindicato dos Nutricionistas do estado de São Paulo, Madalena Vallenoti, o problema pode estar na má alimentação.

De acordo com ela, indivíduos que não têm o hábito de tomar o café da manhã, por exemplo, são regularmente lentos, indispostos e desconcentrados.

Já aqueles que costumam exagerar no almoço, optando sempre por alimentos gordurosos, costumam ser sonolentos depois deste horário, apresentando forte queda no rendimento.

E o cafezinho?

Diante de tais situações, muitos profissionais acabam recorrendo ao bom e velho cafezinho, contudo, alerta a nutricionista, o excesso de café ou alimentos do tipo cola pode fazer com que o trabalhador tenha mais dificuldade em se concentrar, ou mesmo em manter o humor.

“O nosso organismo necessita de energia e a ilusão de que um cafezinho preto, puro, irá acordar, pode ser realidade, porém por pouco tempo (…) Além disso, se a pessoa tomar mais café do que consegue processar, pode ter mais dificuldade em se concentrar, ou mesmo manter o humor”, diz ela.

Trabalho noturno

Madalena observa ainda que pessoas que trabalham no período noturno devem ter atenção redobrada com a alimentação. Isso porque, durante o dia, este profissional não consegue repor as energias necessárias, tendo maior propensão à fadiga crônica, à queda no desempenho, ao erro e a acidentes de trabalho.

Assim, orienta ela, tais pessoas devem optar por uma alimentação de mais fácil digestão, rica em verduras, carnes brancas, sem frituras, com preferência para assados, cozidos e grelhados, além do arroz e feijão sem o acréscimo de carnes gordas ao seu preparo.

No que diz respeito às sobremesas, a melhor opção são as frutas, pois os doces ou o excesso de açúcar pode causar sonolência, desatenção e ainda colaborar para o aumento dos níveis de glicemia.

“Deve evitar preparações muito gordurosas, pois os trabalhadores noturnos apresentam mais queixas de azia, dores abdominais e constipação, além da maior tendência ao aparecimento de doenças cardiovasculares e coronarianas, por conta do maior consumo de bebidas cafeinadas, alcoólicas e o fato de fumar mais".

Como se alimentar, então?

Independentemente do horário de trabalho do profissional, para se sentir mais disposto e render mais no ambiente de trabalho, é necessária a adoção de uma alimentação saudável, evitando o excesso de industrializados; equilibrada, com carboidratos, proteínas e hortaliças; e colorida, para ter maior oferta de nutrientes ao organismos.

Comer de forma variada e com porções moderadas, não pulando refeições (de 5 a 6 por dia ) também são atitudes importantes, segundo a nutricionista. Na tabela abaixo, um resumo dos alimentos amigos do trabalho e dos inimigos.


Alimentos
Amigos do trabalho
Inimigos do trabalho
Frutas (as ricas em vitamina C, especialmente) e verduras Excesso de cafeína
Leite e derivados, que são ricos em triptofano Bebidas alcoólicas
Nozes e frutas oleaginosas, com moderação pelo alto conteúdo calórico; e gergelim Alimentos e preparações gordurosas
Tofu (queijo de soja) Doces em excesso




quarta-feira, 21 de abril de 2010

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Falha na comunicação é principal motivo para fracasso nos projetos

Para evitar perdas financeiras e gasto na execução de um projeto é aconselhável que as empresas busquem profissionais qualificados

Para 76% das empresas, a falha na comunicação é o principal motivo para os projetos fracassarem. É o que aponta um levantamento realizado pelo PMI (Project Management Institute Brasil), com 300 empresas de grande porte. Além do problema de comunicação, 71% das empresas citaram o não cumprimento de prazos como fator no fracasso dos projetos. Já 70% culpam as constantes mudanças de escopo. “O problema de comunicação é antigo, mas está se tornando mais evidente. Não sabemos escrever bem, não falamos bem o que queremos, não nos relacionamos bem com todos os perfis existentes num ambiente de projeto. Paradoxalmente, estamos na era da tecnologia, em que todas as informações podem chegar a todos imediatamente, estejam onde estiverem”, explica o diretor do PMI-Rio, Walther Krause.

Perdas dos projetos

O estuda afirma ainda que as empresas que fracassam em um projeto podem perder dinheiro, pois, para 46% dos entrevistados, o investimento foi de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões na área de projetos. Entretanto, mesmo com altos valores, 58% das empresas não têm um departamento de gerenciamento de projetos. Segundo o coordenador-geral da pesquisa, Américo Pinto, um aspecto que merece destaque é a mudança na cultura organizacional das empresas entrevistadas. “Em 2006, 20% das organizações relataram algum nível de resistência interna importante em relação à gestão de projetos. Em 2007, esse número caiu para 17%, o que significa a valorização da gestão de projetos realizada de forma profissional”, revela.

Profissionais especializados

Para evitar perdas financeiras e gasto de tempo na execução de um projeto, é aconselhável que as empresas busquem profissionais qualificados para atuar nesta área. Entretanto, apenas 21% das empresas têm um profissional dedicado para esta finalidade. “Para evitar desperdícios, orçamentos onerosos e projetos que sempre duram mais tempo do que o previsto, as empresas estão despertando para a importância do desenvolvimento e a capacitação de pessoas qualificadas na gestão de projetos”, declara Pinto. Em relação à metodologia para gerenciamento de projetos, 53% das empresas disseram que utilizam. Essas metodologias, desenvolvidas por elas mesmas, são mais comuns nos setores de TI (Tecnologia da Informação), Engenharia, Produção e Operação e Recursos Humanos. As empresas disseram ainda que o maior benefício obtido com gerenciamento de projetos foi o aumento do comprometimento com resultados, apontados por 78%. A pesquisa afirma também que 56% das empresas pretendem implementar escritórios de gerenciamento de projetos.