domingo, 29 de novembro de 2009

Artigo pubicado ha dez anos, mas continua atual!

Dando continuidade ao assunto da última edição,onde foi abordado a aplicação da tecnologia para o bem comum, hoje convivemos e dependemos totalmente do mundo tecnológico. Se pararmos para observar que a nossa atitude ou “modus vivendi” tem se modificado gradualmente, sem darmos conta de que as coisas simples e manuais do passado estão ficando no esquecimento.Vocês se lembram da última vez que lamberam um sêlo e postaram uma carta manuscrita? Isto é apenas um exemplo! Hoje os e-mails substituíram basicamente os meios de comunicação escritos, sem contar os telefones convencionais, celulares etc. A modernidade tem trazido benefícios ,mas a ironia cria cada vez mais o distanciamento. Você já reparou que é mais fácil participar de um bate papo no chat,em qualquer parte do mundo, do que falar pessoalmente com seu vizinho?.Ou aquele amigo que não tem e-mail,você se lembra dele? O seu computador de última geração já está ultrapassado? Já há estudos sérios nos EUA a respeito do absolutismo dos equipamentos, e as empresas estão questionando: se os mesmos estão atendendo as aplicações, porque mudar? Os prejuízos que advém dessas atualizações são da ordem de 2 bilhões de dólares. E o seu trabalho? A insegurança, a competividade não o torna quase uma máquina de produção? A tecnologia não o empurra cada vez mais ao saber?, sem contar que as horas dedicadas ao trabalho tem aumentado para a maioria das pessoas, refletindo diretamente no convívio familiar. Mesmo que sejamos disciplinados e atenciosos com nossos filhos, o tempo dedicado a eles não é suficiente. Será que estamos formando uma geração, onde o romantismo do relacionamento está dando lugar, a objetividade e ao pragmatismo, porque não dizer plastificar a relação? Será que as crianças estão brincando como há duas décadas? Os videogames e os computadores não estão prematuramente levando as crianças a um nível de stress incontrolável? Estes questionamentos têm o propósito de nos levar a uma reflexão; a tecnologia tem a proposta de produzir uma revolução, definir objetivos e caminhos que possam contribuir para a construção de um mundo melhor.

Publicado no jornal Condominio em foco em 17 nov 1999 por HENRIQUE DA SILVA

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rolltop







A invenção do display flexível permite conceber uma nova apresentação para os notebooks do futuro, fugindo das abordagens tradicionais “livrão” (laptop comum) ou prancheta (computador tablet), ousando descambar para um formato “enrolável” ou cilíndrico. Com isso em mente, a empresa alemã de design “Orkin” concebeu o Rolltop, ainda um protótipo, contemplando as tecnologias OLED e de telas multitoque. Pesando tanto quanto um pequeno notebook e com tela de 13 polegadas, o aparelho se transforma em um tablet gráfico, com tela ativa de 17 polegadas acionada com uma caneta-estilete, podendo funcionar também como monitor principal de vídeo, nesse caso, torcendo para que não bata um pé de vento forte, nem que uma criança, um gato ou um macaco esbarrem no equipamento . Todos os periféricos, desde conectores até fonte de alimentação e alça para carregar no ombro o aparato, ficam integrados no cilindro central destacável, em que se enrola o dispositivo.