quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Profissional Talentoso - Comece 2011 fazendo diferente
Durante o ano de 2010 falei muito, em minhas palestras, treinamentos e artigos, sobre como tornar-se um profissional diferenciado, acima da média. Este tipo de funcionário é chamado de TALENTO pelos RH´s das empresas e é muito requisitado pelos líderes. A coisa funciona mais ou menos assim: a organização quer RETER este profissional e as outras empresas DESEJAM esta figurinha carimbada. Ele é tão extraordinário que pode escolher onde quer trabalhar.

Veja abaixo como é este tipo de profissional e analise se você faz parte do grupo dos profissionais talentosos:

1- Ele não é o mais inteligente e sim o mais comprometido com a empresa.

2- Ele realiza o que é delegado imediatamente, sem reclamar.

3- Ele colabora com seus colegas de trabalho, mesmo quando a tarefa não é de sua área.

4- Ele participa, dá opiniões, mesmo correndo o risco de não ser bem entendido.

5- Ele termina o que começa.

6- É o que presta atenção nos detalhes naquilo que faz e procura fazer tudo bem feito.

7- Ele sempre faz mais que o solicitado, a todo tempo quer exceder nas suas atividades

8- É o que está sempre procurando saber mais sobre a empresa, participando dos cursos e palestras, para servir melhor clientes e colegas.

9- É aquele que não trabalha olhando o tempo todo para o relógio para ir embora.

10- É aquele que respeita o ambiente de trabalho desde como se veste, até como se comporta, e principalmente o que fala.

Note que os 10 pontos acima não estão relacionados com competências técnicas e sim com comportamentos e espero que as suas atitudes estejam conectadas com estes itens. Mas se não estiver, não tem importância, pois você pode fazer um 2011 completamente diferente.

Lembre-se da frase de Albert Einstein “A definição de Insanidade é fazer as mesmas coisas todos os dias e esperar resultados diferentes”.

Feliz 2011.
Ricardo Piovan

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O que deu no Tempo?

Por Marcelo Szpilman *

Não é de hoje que se discute se o aquecimento global é motivado pelo cíclico e natural aquecimento do Planeta ou pelos séculos de emissões de gases poluentes na atmosfera. O embate entre as duas linhas de raciocínio formou dois grupos de cientistas e ambientalistas, cada um puxando a sardinha para suas hipóteses e explicações. Mas enquanto eles não decidem, até porque o mais provável é que a causa seja uma soma dos dois fatores, sofremos ou vemos os outros sofrerem com as mudanças climáticas que esmurram nossas portas.

Lembro-me perfeitamente do clima de Teresópolis (cidade serrana no Rio de Janeiro) quando era menino e passava as férias de verão em nossa casa. Todos os dias tínhamos um lindo sol e céu azul até umas três horas da tarde, quando entrava a serração e a chuva de convecção desabava. Após um par de horas de água abundante, muitas vezes acompanhada de raios e trovões, com o característico cheiro de mato quente molhado, o céu limpo e azul fechava o dia com chave de ouro. A noite de céu estrelado e o friozinho da serra eram sempre companheiros garantidos. O tom saudosista é proposital, pois já não temos esse clima maravilhoso há anos. Ventilador e ar-condicionado em Teresópolis, impensáveis naquela época, hoje são itens obrigatórios no verão.

Em meados desse mês de dezembro, enquanto tínhamos, no Rio, dias amazônicos (quentes, úmidos e abafados), li uma matéria dizendo que São Paulo perdeu o título de “Terra da Garoa”, pois a típica garoa já não há mais. Pudemos também presenciar a prova viva das mudanças bruscas de temperatura que vêm ocorrendo nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Dias com temperaturas entre 30 e 40 ºC viam os termômetros caírem bruscamente para menos de 20 ºC. Chuvas torrenciais, fora de época, desabando e castigando cidades em todos os cantos do Planeta. Até tornados já temos por aqui. Nevascas recordes na Europa e nos EUA, incluindo a Flórida. Ou seja, deu a louca no tempo.

Será que podemos fazer algo? Normalmente pensamos que muito pouco ou quase nada do que fizermos trará resultados práticos. Isso não deixa de ser verdade, mas é uma meia verdade. O grande problema está na questão abordada no primeiro parágrafo desse artigo. Ainda que exista margem de discussão, já está comprovado que os gases poluentes de efeito estufa contribuem consideravelmente para o aquecimento global do Planeta. E de onde vêm esses gases? Vêm das extrações de matéria-prima, da queima de combustíveis fósseis dos nossos próprios deslocamentos, das produções das fábricas e indústrias e da distribuição de todas as coisas que nos abrigam, nos confortam, nos alegram e nos alimentam. Tudo isso é intrínseco ao bem-estar e ao funcionamento das economias mundiais.

Nesse sentido, as grandes nações, mais ou menos poluidoras, o que inclui China, Índia, Japão, Rússia, EUA, Comunidade Europeia e até mesmo o Brasil, como vemos em todas as Cúpulas do Clima, e não foi diferente na última, realizada no início de dezembro desse ano (2010) em Cancún, no México, não estão dispostas a cortar suas emissões se para isso tiverem que reduzir seu consumo de recursos naturais e bens materiais. E não é diferente com as pessoas que vivem nesses países.

Apesar de sabermos que o Planeta e seus recursos são finitos e nos sensibilizarmos com as questões de sustentabilidade, continuamos consumindo e jogando fora. Consumindo e jogando fora. (A repetição é proposital.)

Pode não ser muito, ou não o suficiente, mas felizmente há pessoas e entidades trabalhando para salvar ecossistemas (e animais), para produzir energias e processos mais limpos e para incentivar o consumo consciente, a redução do desperdício, a reciclagem e o reuso. Ou para simplesmente educar.

Junte-se a eles e acredite: podemos fazer algo em favor da Preservação da Natureza. Não fique parado. Envolva-se em 2011.

Recomendo a todos que assistam o excelente filme educativo The Story of Stuff (a história das coisas). Acesse o link abaixo (têm legendas em português).
http://www.storyofstuff.org/international/