sábado, 21 de maio de 2011

Quem são e o que querem os jovens Millennials ou Geração Y




Quem são e o que querem os jovens Millennials ou Geração Y



A juventude de hoje tem comportamento bem diferente das gerações anteriores. Nada de rebeldismo regado a muitas drogas e álcool. Nada de sonhos impossíveis e utopias irrealizáveis. Esses jovens são conhecidos como Millennials ou Geração Y e nasceram entre os anos 80 e 2000 (o nome Millennials foi talhado pelos estudiosos Neil Howe e William Strauss, no livro Millennial Rising). Eles são filhos da revolução feminista e da revolução sexual, cresceram numa época de liberdade e de muita informação. Se sua empresa tem produtos voltados para essa faixa etária, veja como essa moçada se comporta, segundo estudos do portal WGSN (só para assinantes):
• É uma geração mais careta: ser nerd passou a ser legal
• É uma geração que tem foco na saúde e na vaidade: menos drogas, menos bebida, mais beleza e sexo responsável
• Usam marcas como uma forma de compor sua identidade; a customização dá a sensação de pertencer a um grupo e se destacar dentro dele
• É uma geração obcecada por tendências de moda e como há grande rapidez na informação, as coisas perdem e ganham relevância muito rapidamente
• Barreiras geográficas, diferenças etárias ou sócioeconômicas perderam importância: a cultura e os interesses comuns os aproxima e os aglutina.
• As ”tribos” se formam por afinidade e identificação cultural, não importa que cada um esteja num canto do planeta.
• Muitos Millennials vivem com seus pais: o conflito entre gerações é menor
• Compartilham suas vidas pessoais na internet e não têm preocupação com o que é privado
• Segundo pesquisas, 61% dos jovens americanos não expressa interesse pelo mundo adulto. Portanto, as marcas voltadas para eles devem celebrar a juventude, pois é isso o que importa para eles
Se você pensa em contratá-los, veja o que o espera:
• Os jovens de hoje são mais estressados, pois sofrem maior pressão da família para ter sucesso
• No trabalho, o dinheiro não é o principal motivador: flexibilidade de horário e a liberdade de usar roupas casuais no trabalho pesam tanto quanto
• São inseguros em relação ao futuro: eles sabem que fazer uma faculdade ou conseguir um emprego não é garantia de estabilidade nem de sucesso
• São descrentes de regras pré-estabelecidas, por isso costumam ser mais empreendedores do que os jovens do passado
• São narcisistas e acham que sabem tudo
• Não ficam idealizando o futuro. Eles vêem o que pode ser feito, de fato, para mudar o mundo e se mobilizam, via internet.
O que te parece? O mundo estará em melhores mãos?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SÃO PAULO - A sala é hermeticamente fechada, à prova de som e imune a qualquer tipo de interferência magnética. Projetado para captar sinais fisiológicos emitidos por cérebro, pele e olhos, o ambiente é equipado com aparelhos de eletroencefalograma, ressonância magnética e pressão arterial. É uma parafernália tecnológica digna de um hospital, só que está numa das salas da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, onde, há duas semanas, foi inaugurado o Laboratório de Neuromarketing da instituição.

Reconhecida por sua excelência acadêmica e pelos indicadores econômicos que produz, a FGV está entrando numa área do conhecimento em que o Brasil ainda está engatinhando: o neuromarketing, que é o casamento entre o marketing e a neurociência. O objetivo é desvendar a lógica que está por trás da decisão do consumo, o que, por vezes, não é captada pelas ferramentas tradicionais de marketing, como pesquisas quantitativa e qualitativa.

- O neuromarketing não é uma panaceia, mas virou um instrumento de marketing amplamente adotado lá fora por empresas como Coca-Cola, Procter & Gamble, McDonald's. Vamos disponibilizar conhecimento e técnica da neurociência para ajudar gestores públicos e privados a chegarem mais perto dos fatores do subconsciente que influenciam o comportamento do consumidor - explica Carlos Augusto Costa, coordenador do Laboratório de Neuromarketing da FGV Projetos, preferindo não antecipar o nome dos futuros clientes da instituição.

Desejos subconscientes podem ser identificados

Ao captar sinais como atividade cerebral, fluxo sanguíneo em determinadas áreas do cérebro, respostas faciais, frequência cardíaca e condutância da pele, o objetivo é identificar pensamentos, sentimentos e desejos subconscientes do consumidor. E, sobretudo, a resposta para explicar por que marcas fracassam, por que produtos encalham e por que campanhas públicas (como no caso da dengue) têm êxito questionável.

Tanto investimento e parafernália tecnológica têm um motivo: de cada cem produtos lançados, apenas de 10% a 20% têm sucesso. Isso ocorre porque, como consumidores, somos bombardeados diariamente por centenas de mensagens publicitárias, anúncios, comerciais de tevê, outdoors e banners na internet... São apelos visuais e sonoros que chegam até nós em alta velocidade e de todas as direções. Só que parte considerável dessas informações cai no esquecimento.

Como escreveu um dos mais respeitados gurus mundiais de marketing, o inglês Martin Lindstrom - autor do livro "A lógica do consumo, verdades e mentiras sobre por que compramos" - isso acontece porque "pesquisas de mercado e discussões de grupo não cumprem mais a tarefa de descobrir o que os consumidores realmente pensam".

É que nosso cérebro é composto por bilhões de células nervosas e diferentes tipos de ondas cerebrais, que são emitidas conforme o estímulo dado. São as ondas Alfa, Beta, Teta e Gama. São esses estímulos que o exame de eletroencefalograma é capaz de captar. Ao rastrear o cérebro do voluntário é possível identificar com precisão a sensação que uma marca, um produto ou uma campanha suscita no consumidor.

- Como num exame de eletroencefalograma, usamos uma touca no voluntário. A onda Alfa, por exemplo, é acionada sempre que algum estímulo suscita alegria ou tristeza - comenta o publicitário e coordenador de pesquisa do laboratório, Marcos Antunes, que apesar de se vestir como se fosse médico, trabalha há 25 anos com pesquisas de mercado.

Uso de tecnologia médica gera polêmica

A técnica não chega a ser um consenso. Organizações não governamentais, como a ONG americana Commercial Alert, consideram a técnica polêmica, por usar tecnologias médicas não para a cura, mas para vender produtos. Há alguns anos, a entidade chegou a solicitar ao Senado americano a proibição do neuromarketing, mas o pedido foi rejeitado.


terça-feira, 3 de maio de 2011

A partir de hoje, 19 estados passam a cobrar ICMS nas compras pela internet

Em setores como o de ar-condicionado, informática, eletroeletrônicos, linha brancas, as transações via web já respondem por 25% da comercialização.

A partir de hoje, dia 1º de maio, 19 estados, entre os quais Mato Grosso do Sul, passarão a cobrar ICMS dos produtos comprados pela internet. As mercadorias adquiridas em empresas pontocom sediadas nos estados da região sul e sudeste (com exceção do Espírito Santo) serão tributadas em 10%; enquanto as que forem oriundas do norte, nordeste e do Espírito Santo pagarão 5%, índices correspondentes às alíquotas internas do tributo nas transações interestaduais.

A cobrança será antecipada enquanto as empresas não se cadastrarem no Fisco Estadual para obter inscrição como substitutas tributárias, quando então terão até o dia 9 do o mês seguinte à data em que a transação tiver sido concluída para pagar a diferença de imposto. Por exemplo, nas compras efetivadas até o dia 10, o prazo de recolhimento será de no mínimo 29 dias. Procedimentos
Até que as empresas que fazem as vendas on-line e que hoje não são cadastradas como contribuintes junto ao fisco estadual se inscrevam junto à Secretaria de Fazenda, o imposto devido a Mato Grosso do Sul terá de ser recolhido por meio de DAE (Documento de Arrecadação Estadual) ou GNRE (Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais) antes do envio da mercadoria para o estado de destino. Caso este recolhimento não seja feito, o produto ficará retido no primeiro posto fiscal em território sul-mato-grossense e levado para os depósitos da Secretaria de Fazenda.

Neste caso o consumidor só conseguirá sua liberação se assumir o pagamento do diferencial de alíquota do ICMS. “Esta será uma situação transitória porque as próprias empresas pontocom terão interesse de se regularizar até para não perder mercado”, avalia o superintendente de Administração Tributária da Sefaz, Jader Rieffe Julianelli Afonso.

A cobrança do ICMS interno nas compras por meio de internet, telemarketing e showroom foi aprovada na última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) realizada no Rio de janeiro, sendo formalizada por meio do protocolo 21/2011 com adesão de 19 estados. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Mário Sérgio Lorenzetto, a medida está sendo adotada para corrigir o que ele chama de “injustiça tributária” que só beneficia os estados mais desenvolvidos (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais) onde está localizada a maior parte das empresas que atuam no comércio virtual.

“Todo o ICMS gerado neste segmento fica com estes estados, trazendo prejuízo para a economia das regiões menos desenvolvidas”, argumenta o secretário. Só em 2010, Mato Grosso do Sul deixou de arrecadar R$ 38 milhões e com base na projeção de que o e-commerce mantenha o crescimento anual de 50%, a estimativa é de que neste ano a perda de receita chegue a R$ 64,9 milhões.

Divisão de riquezas
O secretário de Fazenda lembra que a tributação interna das compras on-line de outros estados nada mais é que a extensão ao comércio virtual da regra já aplicada nas transações nas compras tradicionais, em que a mercadoria adquirida tem como destino um estabelecimento comercial com instalações físicas que o venderá para o consumidor final. Uma parte do imposto é paga no estado onde o produto foi comprado 7% (se a empresa fornecedora for das regiões Sul e Sudeste, com exceção do Espírito Santo), mais 10% no estado para onde foi vendido. Se a compra for feita em estados do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e no Espírito Santo, a alíquota inicial é de 12% e a complementar, de 5%. “Esta regra é um dos princípios da legislação tributária brasileira, o da divisão das riquezas entre os estados mais e menos ricos”, explica Lorenzetto.

Além de estancar a perda de receita, que até 2014 pode chegar a R$ 219 milhões por ano, o equivalente a metade de um mês de arrecadação do ICMS, Lorenzetto sustenta que a cobrança de ICMS interno nas vendas on-line fortalece o comércio local, restabelecendo a competitividade com as empresas pontocom. “Por se beneficiar de uma carga tributária menor, ter uma escala de venda maior, estar isentos de custos fixos como aluguel, salário, encargos trabalhistas, o comércio virtual consegue oferecer produtos até 30% mais baratos em relação ao comércio tradicional”, argumenta o secretário. Em setores como o de ar-condicionado, informática, eletroeletrônicos, linha brancas, as transações via web já respondem por 25% da comercialização. “Em algumas cidades do interior comerciários tem sido demitidos, porque as empresas fecharam as lojas físicas e as substituem por showroom para escapar da cobrança do imposto no estado”.

As principais entidades empresariais e sindicais do setor comercial no Estado apoiam a decisão do Estado de tributar as compras on-line. “Há muito tempo nós vínhamos reivindicando esta medida que estanca uma concorrência desleal que ameaça a sobrevivência do comerciante estabelecido em Mato Grosso do Sul”, afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Luiz Fernando Buainain. “Temos que adotar medidas de proteção ao empreendedor que acredita no estado, gera emprego e renda aqui”, reforça Edison Araújo, presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio).

Como fica a tributação nas compras online
Situação 1: se o produto tem como origem o Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo:
12% ficam no estado de origem da mercadoria (onde está a
empresa que fez a venda)
5% ficam para o estado consumidor (o destino para onde vai a
mercadoria comprada)

Situação 2: se o produto comprado tem como origem as regiões Sul e
Sudeste, exceto Espírito Santo:
7% ficam no estado de origem da mercadoria
10% ficam para o estado consumidor

Os estados onde a cobrança será adotada são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceara, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Sergipe e Distrito Federal.

Site: Portal MS
Data: 01/05/2011