terça-feira, 5 de maio de 2009

Itaú-Unibanco teve queda de 28% em lucro do 1º tri.

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido contábil de 2,015 bilhões de reais nos três primeiros meses deste ano, o que representa uma queda de 27,66% ante os ganhos apurados em igual período do ano passado. Considerando-se o resultado contábil, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio foi de 18,2% no período, ante 27,1% um ano antes. Já o lucro líquido recorrente da instituição, que exclui os efeitos extraordinários, totalizou 2,562 bilhões de reais, equivalente a uma queda de 5,77% na mesma base de comparação, e a rentabilidade anualizada, levando-se em conta esse critério, ficou em 23,1%.
No fim de março de 2009, os ativos totais do Itaú Unibanco atingiram 618,943 bilhões de reais, ante 484,628 bilhões verificados em 31 de março de 2008. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, somava 272,7 bilhões de reais no fim do primeiro trimestre deste ano, com crescimento de 25,1% quando comparada à carteira em 31 de março de 2008. O patrimônio líquido consolidado atingiu 45 bilhões ao encerrar o primeiro trimestre de 2009. Itaú e Unibanco se uniram no fim do ano passado. Para efeito de comparação, os dados relativos ao primeiro trimestre de 2008 são a soma dos números das duas instituições.
Crise - Na segunda-feira, o Bradesco já havia anunciado queda em seu lucro líquido, que ficou em 1,723 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano. O valor é 9,6% menor que o lucro líquido ajustado de 1,907 bilhão do mesmo período de 2008. Em nota, o Bradesco afirmou que, quanto à origem, o resultado é composto por 1,073 bilhão de reais provenientes de atividades financeiras, correspondendo a 62% do total, e por 650 milhões gerados pelas atividades do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, representando 38% do total. A carteira de crédito atingiu 214,291 bilhões nos três primeiros meses do ano, evolução de 26,5% em relação a igual período de 2008.
O índice de inadimplência do Bradesco no primeiro trimestre ficou em 4,3%, acima dos 3,6% registrados no trimestre anterior e dos 3,5% apresentados no mesmo período de 2008. O indicador leva em conta os atrasos superiores a 90 dias. O banco atribuiu essa elevação à atual crise econômica, que reduziu o crescimento da carteira de crédito e elevou as operações em atraso. "Trabalhamos com um cenário de pequeno crescimento desse índice para os próximos dois trimestres, estabilizando-se até o fim do ano", afirma, em nota. A elevação da inadimplência ocorreu em todos os segmentos de clientes do banco.

0 comentários: