terça-feira, 31 de março de 2009

Topo do Ranking

Gazeta Mercantil - 23/01/09
Receita para voltar ao topo do ranking
"Para ser líder precisamos pensar grande. Precisamos ter uma consciência ampla do mercado. E precisamos conquistar a preferência do consumidor".
Assim Luca Luciani sintetiza os ingredientes de sua receita para a TIM voltar a liderar o ranking brasileiro de telefonia móvel. Isso significa aumentar o peso da TIM no mercado, ampliando a eficiência, investindo em propaganda e reforçando a marca e os vínculos emocionais do consumidor com ela.
Desafio à vista
A tarefa é desafiadora, especialmente pelo notável crescimento do mercado brasileiro. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), referentes a dezembro do ano passado, o número de celulares no País ultrapassou 150 milhões em 2008 - um aumento de 25% em relação ao ano anterior.
Com um olho nesses números passados e outro no potencial de crescimento futuro, o vocabulário de Luciani praticamente ignora a palavra "crise". Apesar do oceano revolto que tem atormentado o planeta desde meados do ano passado, quando o assunto é Brasil, o executivo enxerga mais oportunidades do que turbulência.
"Todos os países são sensíveis à atual crise, é claro", reconhece Luciani. "Mas quanto mais o país é baseado em serviços, na economia real e não na financeira, mais condições terá de superar os problemas decorrentes da crise. É por essa razão que estamos buscando oportunidades para investir no Brasil. Não estamos economizando. É uma oportunidade muito boa e precisamos agarrá-la".
Gigantismo
O motivo do otimismo, explica, está no tamanho do mercado brasileiro. "É um mercado muito amplo, incluindo o serviço de internet, tanto da telefonia fixa quanto da móvel", diz Luciani, reforçando os atributos nacionais para o que chama de "grande oportunidade" para a TIM, ou seja, o maior PIB da América Latina, mais de 180 milhões de habitantes, um importante global player, condições demográficas atraentes para o setor, estabilidade macroeconômica, economia sólida e com considerável crescimento nos últimos anos.
"As condições macroeconômicas e a inovação são coisas que realmente me surpreendem aqui", completa ele, referindo-se à penetração da telefonia móvel e da internet no País.
Diferenças regionais
A mesma amplitude demográfica e geográfica do País traz oportunidades e desafios para uma empresa que deseja retomar a liderança. De novo, Luciani recorre aos gráficos: São Paulo, por exemplo, tem quase três vezes a média de renda da Região Norte.

"No Norte há um grande potencial para crescimento da penetração, mas é um mercado pobre se comparado ao existente no Rio e em São Paulo", explica o executivo recém-chegado.
"O importante é cobrir as diferentes situações de mercado com abordagens variadas. Se olharmos para a situação geral, a penetração é total nas classes A e B em termos de móvel ou fixo. Essa competição não será uma competição pelo mercado novo, mas uma competição pela mudança, substituição".
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1) (M.D.)

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